Falta de dimensão é uma das fragilidades do setor empresarial nacional

Um dos principais pontos críticos para a definição de uma estratégia de crescimento para Portugal é a falta de dimensão e escala das empresas, o que influencia negativamente a sua estrutura financeira, projeção internacional e capacidade de inovação. A falta de dimensão da esmagadora maioria das empresas portuguesas enfraquece a sua capacidade de crescerem rapidamente em mercados competitivos. Este é um obstáculo real ao crescimento económico do país, pelo que é uma das questões que o projeto Exportadoras Outstanding pretende abordar no sentido de inverter positivamente a realidade atual. O projeto tem por objetivo promover condições para que as empresas de menor dimensão possam crescer e ser mais competitivas com base em mais qualificação e especialização.

Em Portugal 45% dos empregos estão em microempresas (empresas com menos de 10 trabalhadores) quando a média da União Europeia é de apenas 29% de emprego criado neste tipo de empresas. Por outro lado, a nossa economia coloca apenas 19% de trabalhadores em empresas de grande dimensão, enquanto a média comunitária é de 33%.

Quanto ao rácio de produtividade entre as grandes e as microempresas é de 3,6, ou seja, o dobro dos 1,8 que são a média da União Europeia. Quanto maior a empresa, maior a sua especialização produtiva e, por consequência, maior a sua produtividade.